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Categoria:: Política

É colocar os pés nas calçadas das ruas e avenidas desse País afora, ou basta apenas olhar pela janela, para ver como durante a Pandemia houve um aumento monstruoso da população vivendo em situação de rua.
Antes se via essas pessoas quase que de uma forma individual. Ele com seu carrinho com seus pertences, suas coisas ou com seu animal de estimação, cachorrinho ou gato. Hoje vemos essas pessoas com suas famílias: mulher, marido, filhos e seus móveis amontoados nas ruas, ou em qualquer espaço mínimo em que consigam aportar essa situação de tristeza generalizada.

A pobreza que não só bateu na porta da casa dessas pessoas, como também lhes tirou o lar. São mais de 200 mil humanos desvalidos de um direito constitucional de moradia, uma vulnerabilidade que vai além de apenas a ação do sol e da chuva sobre suas cabeças, são vitimas de uma tempestade de negligências do Estado e da sociedade.

É cruel pensar que em outubro do ano passado, o Ministério da Saúde precisou convocar veterinários já que médicos se recusaram a atender essas pessoas em situação de rua, e outros grupos vulneráveis.
A população de rua, apesar de ser uma multidão humana tomando as ruas, segue invisível, sem ser notada ou amparada com a dignidade que merece, seja pelas autoridades ou pela sociedade como um todo. A humanidade estaria descendo ladeira abaixo?

A desconstrução da ação coletiva é uma campanha recorrente feita pelos grupos de poder no Brasil atual e suas ações são sistemáticas . As críticas à ação sindical no País ou no exterior vão em defender uma ideia de que os sindicatos são incapazes de perceber as alterações no mundo do trabalho. É fato que na verdade é uma ideia delirante neoliberal do capitalismo cujo objetivo é eliminar o espaço à instituição sindical e ter o caminho suave na exploração do trabalhador. Em tempo de Pandemia, esse intento mostra as sequelas que geram para os que exercem a força no trabalho.
Ao discorrer sobre o contexto da pandemia nos EUA, o prêmio Nobel de Economia, Joseph Stiglitz, ressaltou a importância dos sindicatos no combate da crise sanitária apontando que onde havia a entidade de defesa do trabalhador, havia mais mais máscaras, mais equipamentos de proteção individual.
Na visão de Stiglitz, essas experiências bastam para mostrar a importância, o papel crítico que os sindicatos desempenharam na gestão da crise sanitária. Ele ainda analisou as consequências do desemprego na Pandemia, apontando a aceitação dos trabalhadores aos cortes e as dificuldades do processo de negociação coletiva. Para ele, nesse cenário, a única proteção contra esse tipo de exploração são os sindicatos.
Hoje, no Brasil e no mundo, a luta do movimento sindical é enorme, além das batalhas diárias para se defender o direitos dos trabalhadores, todos os dias vemos o coronavírus tirar a vida de inúmeros dirigentes sindicais, enfraquecendo a representação. Mas o País é na sua maioria de trabalhadores, sempre surgirá novas lideranças, e há a garra de manter as que existem.
Os trabalhadores jamais devem se esquecer de que os direitos conquistados para os trabalhadores foram frutos das lutas sindicais.

Não tem outra forma de pensar, o desemprego no País é uma tragédia de proporções catastróficas. O dia dia real do Brasil, nesse tempo de pandemia, é cada vez mais desigual, onde a pobreza é devastadora, e a fome criou tentáculos para abraçar milhões de brasileiros.
A violência da perda do emprego tem arrancado a dignidade de perto de 15 milhões de trabalhadores, gerando à falta de comida na mesa, a depressão e angústias. Não é apenas uma metáfora, o trabalho é sim uma forma de dar dignidade às pessoas porque ele possibilita terem renda e assim adquiram bens e bens e serviços que são necessários à sobrevivência.
Nesse momento de crise sanitária, a única medida para amparar os trabalhadores sem ocupação é o auxilio de renda emergencial. O governo federal tardou em dar a ajuda econômica, deu R$ 600 no ano passado, que já era pouco, e agora nesse ano reduz para R$ 250. Um valor que devido a infração que invade as prateleiras não é suficiente para comprar a mais básica cesta de alimentos.
A matemática simples de quem cursou humanas não dá resultado incerto nessa análise: um auxílio emergencial digno, que supra as necessidades dos trabalhadores brasileiros desempregados, ajudaria na recuperação financeira do País, com maior gasto da população, circulação do dinheiro, maior consumo, mais investimentos, mais tributos e o mais importante a geração de empregos.

É nítida a situação grave de descontrole da Pandemia no País, uma tragédia anunciada que já vitimou mais de 300 mil vidas. Dentro desse assombroso número de mortes é comprovado por pesquisas que os mais atingidos pela catástrofe da covid-19 tem sido a classe trabalhadora, as minorias econômicas: os pobres, negros indígenas a comunidade GLBT+
O governo Bolsonaro comanda um Ministério da Saúde que não tem estratégia para combater a doença, nitidamente, tem uma postura negacionista: não acredita na ciência, não investiu em vacinas, e não se comove com as mortes de milhares de brasileiros.
Os brasileiros se sentem sozinhos numa luta contra um inimigo invisível que tem parceiros bem visíveis no atual governo federal que deixa a Covid-19 circular pelo País como em nenhum outro lugar no mundo.
A nossa luta é pela vida em grau máximo. É preciso, a tudo custo, se orientar pelos especialistas em saúde, médicos, cientistas que monitoram a evolução da doença. Tem que se obedecer às estratégias de proteção sanitárias para evitar o contágio do coronavírus.
A população brasileira tem que ficar atentos às novas recomendações dos centros de contingência do coronavírus para evitar colapso no sistema de saúde. Ficar alerta às ampliações das medidas de proteção, mantendo rigorosamente o distanciamento e o uso correto das máscaras e a higienização das mãos, sempre que necessário.
É sempre bom, reforçar, relembrar a pior situação do problema no combate ao coronavírus, que é guerra é contra um inimigo invisível, mas que tem parceiros bem visíveis no comando do País. Então, é importante que os trabalhadores, a comunidades carentes se preocupem com às medidas de proteção da sua vida contra vírus, usando máscaras sempre durante o trabalho ou ao sair de casa, evitando as aglomerações, e quem puder fique em casa.